Dispositivos23 de abril de 2026Tatiane Santiago

Galaxy A57 e A37 chegam ao Brasil com Galaxy AI e 6 anos de updates

Smartphone Samsung Galaxy com tela AMOLED ligada e ícones de aplicativos, representando a nova linha Galaxy A 2026
A nova geração da linha Galaxy A herda recursos da série S e amplia o ciclo de atualizações para seis anos

A Samsung oficializou no Brasil os Galaxy A57 5G e Galaxy A37 5G, a nova dupla mid-range que herda boa parte dos recursos antes restritos à série Galaxy S. O destaque desta geração não está em um único superlativo, mas no pacote inteiro: tela AMOLED de 120Hz nos dois modelos, Galaxy AI desbloqueada para o intermediário, seis anos de atualizações de sistema e a chegada do Pix via Samsung Wallet a partir de 17 de abril de 2026.

A57 vs A37: a tabela que importa

A lógica da Samsung é clara: o A37 é o "premium feel acessível" e o A57 é a alternativa "slim flagship" para quem não quer pagar S26. Os dois compartilham a mesma base — tela, câmera principal, bateria e carregamento — mas o A57 ganha em processador, ultrawide, durabilidade IP68 e, principalmente, no corpo de 6,9 mm de espessura com bateria de 5.000 mAh.

Recurso Galaxy A37 5G Galaxy A57 5G
Tela 6,7" FHD+ Super AMOLED 120Hz 6,7" FHD+ Super AMOLED+ 120Hz
Brilho de pico 1.900 nits (Vision Booster) 1.900 nits (Vision Booster)
Processador Exynos 1480 Exynos 1680
Memória RAM 8 GB / 12 GB 8 GB / 12 GB
Armazenamento 128 GB / 256 GB (microSD) 256 GB (sem microSD)
Câmera principal 50 MP f/1.8 com OIS 50 MP f/1.8 com OIS (ISP aprimorado)
Ultrawide 8 MP 12 MP
Câmera frontal 12 MP 12 MP (Natural Tone)
Bateria / Carga 5.000 mAh / 45W 5.000 mAh / 45W
Construção Gorilla Glass Victus+ Corpo slim 6,9 mm em vidro
Software Android 16 / One UI 8.5 Android 16 / One UI 8.5
Resistência IP67 IP68

Onde está o "extra" do A57: ultrawide melhor (12 MP vs 8 MP), Exynos 1680 (cerca de 15% mais eficiente que o 1480 em testes da própria Samsung), proteção IP68 (1,5 m por 30 min vs IP67) e o corpo ultrafino de 6,9 mm. Em troca, perde o slot de microSD.

Galaxy AI desce do topo de gama

Por dois anos, a Samsung tratou os recursos de Galaxy AI como exclusividade da linha S. Em 2026, eles passam a fazer parte do pacote da série A — uma mudança importante para quem usa o celular para trabalho e produtividade no dia a dia. Os destaques que chegam ao A57 e ao A37:

  • Circle to Search: desenhe um círculo em qualquer imagem ou texto da tela e o Google retorna resultados contextuais — útil para identificar produtos em fotos, traduzir trechos e pesquisar capturas de WhatsApp.
  • Object Eraser (Apagador de Objetos): remove pessoas, sombras ou objetos indesejados em fotos com um toque, e a IA reconstrói o fundo.
  • Instant Slow-mo: transforma qualquer vídeo gravado em câmera lenta diretamente na galeria, com interpolação de quadros via IA.
  • Resumo de notas e transcrição de chamadas: integra o Google Notes e o gravador nativo, com tradução automática para português brasileiro.

Atenção: alguns recursos de Galaxy AI exigem login com conta Samsung e dependem de processamento na nuvem. A Samsung confirmou que a maior parte das funções permanece gratuita até o fim de 2026 — depois disso, ainda não há definição sobre cobrança ou modelo de assinatura.

Seis anos de atualizações: por que isso muda o cálculo

Talvez o ponto mais subestimado do anúncio seja a promessa de seis grandes versões do Android e seis anos de patches de segurança — o mesmo nível de compromisso que a Samsung oferece na série S e que o Google entrega nos Pixel 8 em diante. Na prática, quem comprar um A57 hoje, em abril de 2026, estará coberto até Android 22, em meados de 2032.

Isso reorganiza completamente a conta de custo-benefício no Brasil:

  • Revenda mais alta: aparelhos com suporte oficial mantêm valor de troca acima da média no usado.
  • Menos pressão para trocar: quem usava o ciclo de "trocar a cada 2-3 anos por causa de atualização" pode esticar para 4-5 anos sem perder segurança.
  • Compatibilidade com bancos e Pix: os aplicativos financeiros brasileiros têm exigido versões cada vez mais recentes do Android para liberar transações — ter um celular fora de suporte é, na prática, um problema para acessar o sistema financeiro.

O "fator slim" do A57

A Samsung está apostando no A57 como uma alternativa de design para quem cogita um S26 mas trava no preço. O corpo de 6,9 mm o coloca entre os celulares 5G mais finos do mercado — e isso, com bateria de 5.000 mAh e proteção IP68, é uma combinação rara.

Para efeito de comparação, modelos premium concorrentes de 2025 com a mesma capacidade de bateria costumavam ficar entre 8 e 9 mm de espessura. O A57 ainda usa um traseira em vidro (não plástico), Gorilla Glass na frente e moldura em alumínio reciclado — mantendo o tato "premium" sem a etiqueta de R$ 6 mil da linha S.

Pix no Samsung Wallet começa dia 17 de abril

Em paralelo ao lançamento, a Samsung iniciou o rollout gradual do Pix no Samsung Wallet a partir de 17 de abril de 2026. A liberação chega primeiro para usuários que já usam o Samsung Pay e segue por ondas até cobrir toda a base instalada no Brasil. O recurso permite:

  • Pagar QR Code Pix diretamente do Wallet, sem abrir o app do banco.
  • Receber Pix com chave atrelada à conta vinculada.
  • Histórico unificado de Pix, cartão de crédito virtual e ingressos no mesmo aplicativo.

A integração coloca a Samsung em rota de colisão com o Apple Pay (que ainda não tem Pix nativo) e, principalmente, com os super apps de carteira como Mercado Pago, PicPay e Nubank dentro da carteira nativa do Android.

Preços, voucher e disponibilidade

A Samsung confirmou pré-venda no e-commerce oficial com brinde de voucher de R$ 150 para a Galaxy Store, válido para apps, jogos e Watch Faces. As versões iniciais chegam ao varejo em maio de 2026, com cores tradicionais (preto, prata) e uma cor pastel exclusiva por modelo (verde-claro no A57, lilás no A37).

Antes de comprar em marketplace: com a nova fiscalização da Anatel sobre marketplaces, confira sempre o código de homologação visível no anúncio e exija a NF-e. Um A57 sem código no anúncio é red flag — pode ser "versão global" sujeita a bloqueio futuro pelo Projeto Celular Legal.

Qual escolher?

Resumindo a decisão sem rodeios:

  • Vá de A37 se: você quer a tela AMOLED 120Hz, Galaxy AI e 6 anos de updates pelo menor preço possível, e faz questão do slot de microSD para expandir armazenamento.
  • Vá de A57 se: o design ultrafino importa, você grava muito vídeo (a melhor ultrawide e o ISP aprimorado fazem diferença), encara o celular como substituto direto de um S25, e dispensa microSD.
  • Pule para o S26 se: você precisa de zoom óptico longo, processamento Snapdragon ou recursos de IA mais avançados (Sketch to Image, geração de imagens completas) que ainda não desceram para a linha A.

Para a maioria dos brasileiros que troca de celular a cada 3-4 anos e usa o aparelho para WhatsApp, fotos, Pix, streaming e jogos casuais, o A37 entrega praticamente tudo o que importa. O A57 é para quem quer o "premium feel" sem o boleto premium.

Revisão Técnica — Conselho Técnico DDI-DDD: "O movimento mais relevante desta geração não é o hardware — é o suporte de seis anos. Em telecomunicações, falamos pouco sobre o ciclo de software, mas ele virou determinante: aplicativos de banco, Pix, eSIM e até reconhecimento de novas faixas 5G dependem de versões recentes do Android. Quem comprava A-series achando que economizava acabava trocando antes do tempo porque o aparelho perdia compatibilidade. Com seis anos garantidos, o A57 e o A37 finalmente competem com iPhone em vida útil real, não só em marketing. O Exynos 1680 também surpreendeu em testes de eficiência — manda menos calor para a antena 5G, o que ajuda a manter o sinal estável em condições de borda de cobertura."


Tags: Samsung · Galaxy A57 · Galaxy A37 · Galaxy AI · One UI 8.5 · Android 16 · Pix · Samsung Wallet · mid-range · 5G

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Tatiane Santiago

Tatiane Santiago

Colaboradora Editorial

Economista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em tendências mobile e mercado de telecomunicações. Tatiane monitora as principais movimentações das operadoras e lançamentos de dispositivos, oferecendo uma visão clara e direta sobre o impacto das novas tecnologias no consumo digital.

Revisão Técnica: Conselho Técnico DDI-DDD

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