Economia03 de setembro de 2012Tatiane Santiago

TIM precisa assegurar um crescimento sustentavel

TIM precisa assegurar um crescimento sustentavel

TIM Brasil, apos chegar na segunda posição do mercado brasileiro de telefonia móvel (agosto passado), atingiu mais um nivel em abril. Pela primeira vez, o operador bateu o concorrente  dele, o Vivo na região metropolitana de São Paulo (SP). Em abril, a TIM informou uma quotação de mercado de 31,8% na área do código 11, que abrange São Paulo, enquanto a participação da Vivo foi de 30,9%. A conquista é significativa, já que São Paulo, região metropolitana tem quase 20 milhões de habitantes e o maior PIB do país.

O sucesso da TIM pode ser atribuído ao seu portfólio de novos planos lançados em 2009, TIM Infinity e Liberty, que deu impulso no seus resultados financeiros e na participação de mercado. Infinity é um plano pré-pago, que cobra apenas o primeiro minuto das chamadas para números TIM, fixos e móveis.

TIM Liberty é destinada a clientes pós-pagos e oferece número ilimitado de chamadas pela net. TIM também tem um portfolio de plano de dados atractivo, com preços a partir de BRL 0.50 (EUA $ 0,25) por dia. Sem dúvida, os resultados da TIM são impressionantes. Mas o crescimento do mercado móvel só é sustentável se for seguido por investimento fisico em rede. TIM, cuja subscrição de base cresceu 25,6% de 2010 a 2011, já está lutando para continuar a expansão, sem comprometer a qualidade da rede. Recentemente, o Tribunal Federal impediu para operadora vender novas linhas móveis nos estados de Pernambuco e Ceará por causa de problemas de qualidade de rede.

Ofertas atraentes e competitivas ajudam a atrair novos clientes no curto prazo, mas no longo prazo, aTIM terá de fazer mais para reter assinantes. Fornecer alta qualidade e um serviço confiável para móveis é fundamental para manter um crescimento consistente. Vivo, investindo pesadamente na expansão da rede e atualizações, conseguiu atrair usuários high-end (22% dos assinantes pós-pagos, em contraste com a TIM 14,4%), e manter a liderança de mercado, com uma quota de 29,8% e maior ARPU do que da TIM (ver fig. 1).

Grafico 1: ARPU by operator, 1Q10-1Q12

ARPU por operadora Tim - Vivo

Vivo fez investimentos significativos em 3G desde o lançamento do serviço no final de 2008. Atualizou 100% de sua rede 3G para HSPA em 2010, e em 2011 lançou o HSPA + na região metropolitana de São Paulo.

Mas a TIM não sustentou o a sua implantação 3G de forma semelhante. Em abril deste ano, a cobertura de rede 3G foi de apenas 20% em comparação a Vivo, que ampliou seu sinal para 2.727 cidades. Como conseqüência, a TIM não foi capaz de tirar o máximo da forte demanda por serviços de dados no país. Apesar de aumentar significativamente a sua base de clientes, incluindo assinaturas de banda larga móvel, no T1 2012, a receita de dados da TIM ainda eram 48,7% menor do que a Vivo, enquanto a diferença de quota de mercado por assinaturas foi de apenas 2,87 pontos percentuais (ver graf. 2).

Grafico. 2: Dados de vendas por operadora, Q1 2010 – Q1 2012

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O leilão de espectro LTE em Junho é uma oportunidade para TIM melhorar a qualidade do serviço dos seus clientes de banda larga móvel. A tecnologia permitirá à operadora oferecer velocidades mais altas, com cibla os usuários high-end procurando um serviço de muita qualidade mais que valor do serviço. TIM também pode usar LTE para a rede de descarga, melhorando a qualidade dos serviços 3G. A quantidade de espectro disponível para redes 3G é limitado, então TIM será deixado para trás se não adquirir licenças de 4G. A demanda por banda larga móvel está crescendo no Brasil, e TIM deve ser capaz de fornecer um serviço de alta qualidade se quiser continuar crescendo, tanto em receita que em subscrições de clientes.

dddbrasil

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Tatiane Santiago

Tatiane Santiago

Colaboradora Editorial

Economista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em tendências mobile e mercado de telecomunicações. Tatiane monitora as principais movimentações das operadoras e lançamentos de dispositivos, oferecendo uma visão clara e direta sobre o impacto das novas tecnologias no consumo digital.

Revisão Técnica: Conselho Técnico DDI-DDD

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